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eu falo com as árvores
faço analogia com o meu gramado
não busco um príncipe encantado
porém meu coração anda sempre apertado.

eu rio quando triste
choro quando contente
mas a única verdade,
é que não há conformidade
quanto à falta causada
pela pessoa ausente.

existe um vazio
que ainda não me disseram
se pode ser curado.

enquanto respostas não vem
eu tenho lutado
contra cada um dos meus instintos
e tenho assistido, sentado
o passar do tempo.

"Nunca será parisiense quem não tiver aprendido
a colocar a máscara da alegria por cima
de suas dores e o disfarce da tristeza
por sobre sua alegria íntima"
Gaston Leroux - O fantasma da ópera

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CSBC 2009

Começou hoje na cidade de Bento Gonçalves – RS, o XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Computação. Na solenidade de abertura tivemos uma agradável surpresa, a execução do hino Nacional. Fazia muito tempo que não presenciava tal coisa, pra dizer a verdade, desde os tempos de escola. É interessante porque nesse momento pode-se perceber o quanto o patriotismo vem sendo deixado de lado em nosso país.

O evento tem como objetivo aproximar a “comunidade científica, acadêmica e profissional na área da Computação”. A abertura oficial contou com a participação do coordenador geral do evento, além do prefeito da cidade e representantes da UFRGS. Após apresentação no auditório principal, os participantes foram conduzidos a um pátio com Buffet e pista de dança.

O conjunto de Nerds não se animou muito com as músicas anos 80 tocadas por lá, sons de Annie Lennox, Cindy Lauper entre outros. Mas quando música eletrônica começou a tocar, o pessoalzinho se animou!

Esquisitices à parte, o evento promete muuuito!!




Fotos do Evento (rsrsrs)


Isso aqui lembrou o clipe "Elephant Gun" do Beirut...





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A diferença entre o Querer e o Poder


É tudo tão complicado!
Tão difícil....
Por que não criaram um manual para a vida?
Todo esse tempo tenho buscado uma coisa que chamam por aí de Equilíbrio... Mas ele se esconde muito bem.

É que eu tento absorver todas as experiências, todos os modelos, sejam eles meus ou não. Isso deveria ser válido, porém a cada dia percebo que todo esse esforço de pouco adianta, porque cada ser é único, cada vida é Uma vida. Não existem duas iguais; não há um modelo que eu possa seguir; um modelo que me dê a certeza do sucesso...

É horrível essa certeza que alguns têm sobre mim, certeza de que tudo será mais fácil, menos sofrido, e pior ainda é esse incômodo pensamento que vira e mexe inunda minha cabeça, com aquela voz de deboche, rindo consigo mesmo e me dizendo “Como eles estão enganados!”.

Eu estudo ciências exatas por encontrar nelas alguma certeza, nela não há meio termo, algo pode estar certo ou pode estar errado. Eu trabalho com seres humanos, e cada dia que passa, aumenta o meu fascínio pela complexidade do Ser em si. A complexidade que é a formação do caráter, dos limites, da personalidade. E mesmo assim essa angústia em meu peito não sai para passear.

Sou constantemente invadida por questionamentos, incertezas e um medo terrível de estar equivocada, de escolher o caminho errado. Como diversos autores poeticamente já disseram, a Vida é um espetáculo único, em que não há ensaio ou remake.

Eu tenho uma certeza em Deus de que tudo vai dar certo no final, mas há dias que isso não satisfaz a minha ânsia por respostas e não supera o meu sentimento de culpa por estar me sentindo assim.

Eu fico a me perguntar se não deveria me preocupar com coisas mais concretas do meu dia a dia, porém essa minha mente não dá sossego. Cresce também o sentimento de frustração, por não estar utilizando essa massa encefálica para algo mais produtivo, criativo e relevante.

Hoje, nessa luta contra a ociosidade, procurando algumas imagens, fui invadida pela curiosa vontade de colorir desenhos! Não me pergunte o porquê disso, mas ouso deduzir que tem algo a ver com a infância, época em que (geralmente) estamos alheios às mazelas do mundo, a toda preocupação e estresse que reina na fase adulta.

(rsrsrsrs) o título desse desabafo, qual a relação? Bem... Acredito que esteja diretamente ligado ao Livre Arbítrio. Quando de fato temos o direito de escolha?
Será que o simples fato de querer (e tomar atitudes para que isso se realize), vai tornar o meu querer realidade? Parece-me que isso funciona com objetos inanimados, como uma bolsa de grife vendida na galeria mais cara da cidade: se eu quero, mesmo que eu parcele aquele bem em 48 X com juros, é algo que posso vir a possuir, não há dúvida. Mas quando temos aquela pessoa que amamos numa situação lamentável num quarto de hospital... Algumas vezes, por mais que desejemos que aquela pessoa viva, a sua hora vai chegar. Nessa hora, o meu querer é poder? Se ela vir a falecer, isso significa que tenho pouca fé?

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Bicicletinha!! :)

Estava eu passeando pela coluna no Paulo Coelho quando esbarrei com esse texto. Muito fofo, e nos traz uma interessante reflexão.. Aproveitem!!

"A vida é como uma grande corrida de bicicleta. cuja meta é cumprir a Lenda Pessoal.

Na largada, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo. Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas quanto à própria capacidade.

Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio, ainda estão correndo, mas apenas por que não podem parar no meio de uma estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si, e cumprem uma obrigação.

Terminamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.
Perguntamo-nos finalmente se vale a pena tanto esforço. Sim, vale. É só não desistir."

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